19 janeiro 2006

Equilíbrio dos modelos mentais

Só quando equilibramos nossos modelos mentais, abrandando nossas crenças e nos livrando de certos preconceitos, hábitos e valores distorcidos, poderemos atentar para harmonia.

A harmonia por sua vez funciona com uma força magnética e com feedback positivo. Quanto mais harmonia, mais rápido será o desenvolvimento humano em todas as suas facetas, trazendo mais harmonia.

Para que o aprimoramento dos indivíduos produza resultados orientados para a sinergia, há que se trabalhar o ser humano por inteiro: sua mente, seu corpo, suas emoções, seu espírito. Precisamos assim, desenvolver as quatro dimensões da natureza humana abordadas por Felá Moscovici: física, espiritual, mental e emocional.[09]

[09]MOSCOVICI, Felá. Desenvolvimento Interpessoal. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1975.
Trecho do livro "Sinergia fator de sucesso nas realizações humanas", cuja visão geral do conteudo pode ser obtida em http://primparagsinerg.blogspot.com

Sinergia para a redução do esforço em conjunto

Patos e gansos selvagens que voam em bando são bons exemplos de sinergismo, porque a formação em “V”[16] produz um ganho de eficiência mecânica. Assim, em conjunto eles voam com menos esforço e aumentam a capacidade para vôos de longa distância. Os grandes gansos do nordeste dos EUA, instintivamente, viajam milhares de milhas em perfeita formação “V” com mais eficiência do que voando sozinhos.[18]

Se quisermos desenvolver um trabalho em conjunto com o aproveitamento do esforço mútuo, semelhante ao bando de gansos, precisamos nos conhecer mais.

É importante que se conheça pessoas com quem se trabalha a ponto de se saber do que elas gostam, como passam o tempo, quais são seus valores e em que são mais hábeis.

Aprender sobre as pessoas é uma forma eficaz de conseguir relacionamentos com intensidade suficiente para aumentar a capacidade de mudar e de administrar melhor a conseqüência das mudanças, aumentando assim a capacidade da equipe “voar distâncias maiores”.

Trecho do livro "Sinergia fator de sucesso nas realizações humanas", cuja visão geral do conteudo pode ser obtida em http://primparagsinerg.blogspot.com
[16]GEDNEY, Larry. Why Birds Fly in Vees. Article #559. Alaska Science Fórum, 1982. acessado em 15/11/2001.
[18]ROZELL, Ned. Formation Flying makes Migration Less of a Drag. Article #1248. Alaska Science Fórum, 1995.

Sinergia para aumento do poder de ataque e defesa

Quase da mesma forma que os humanos, os peixes têm sua própria personalidade. Mudam de cor conforme o humor, ou estado de ânimo que por sua vez muda em função do tratamento que lhes é dispensado ou da disposição para a luta na defesa de território.

Existem espécies que nunca andam em grupo, outras que preferem nadar em duplas e algumas que passam toda a vida em cardumes. Apesar dessas diferenças de comportamento, existe muita similaridade nas relações de cooperação, na disputa por espaço e na competição por alimento.

Dentre os mecanismos de defesa destacam-se a camuflagem, a adaptação morfológica e a formação de cardumes. Os cardumes são formados não apenas para maior segurança contra predadores, mas também para facilitar a caça de espécies menores.

Golfinhos e baleias têm comportamentos colaborativos, só que essas espécies se agrupam não apenas para usar a força da união, mas também para realizar papéis diferenciados em prol do poder de defesa, segurança e perpetuação da espécie. Isto é o que acontece no caso de golfinhos que atendem chamados de longa distância em socorro de outros atacados por tubarões.

Além da apurada audição usada para determinação exata do local do ataque, eles se deslocam a velocidades espantosas e quando chegam, usam o poder da união para gerar uma gigantesca capacidade de ataque, matando os predadores com verdadeiros golpes de aríete. Enquanto uns massacram o inimigo, outros se encarregam de elevar os feridos para que possam respirar na superfície. Tudo acontece de acordo com um processo colaborativo extremamente coordenado, que aparentemente dispensa a necessidade de líder, pois cada um sabe o seu papel na garantia da sobrevivência da espécie.[04]

No paralelo mundo dos humanos, quais seriam os motivos para formação de “cardumes”? O que seria a nossa camuflagem e adaptação morfológica? Em que situação seria muito bom se tivéssemos um esquema de ataque como o dos golfinhos que é tão coordenado que dispensa até o líder?
[04]COUSTEAU, Jacques. The Ocean World. New York: H. N. Abrams, Inc., 1979.
Trecho do livro "Sinergia fator de sucesso nas realizações humanas", cuja visão geral do conteudo pode ser obtida em http://primparagsinerg.blogspot.com

12 janeiro 2006

Construtivismo

Mais do que nunca, na era do conhecimento, a tradicional educação conduzida através de palestras e aulas, onde o conhecimento era transferido, em sua totalidade, apenas através de palavras ou símbolos, precisa mudar para uma modalidade em que a pessoa construa ativamente seu conhecimento.

Montando conexões, construindo esquemas mentais, elaborando mapas conceituais e desenvolvendo novos conceitos a partir de entendimentos prévios. No lugar de aprender um conjunto básico de conhecimentos, pessoas se desenvolvem através de interações com seus pares, orientadores e mestres.

Esse processo de construção, interativa e bastante conversacional, iterativa e com grande acúmulo sucessivo do saber, foi denominado por Construtivismo e constitui uma teoria sobre conhecimento e aprendizagem que provê uma base conceitual sólida para quem deseja conduzir o processo ensino-aprendizagem de forma mais eficaz. http://construtivista.blogspot.com

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 2004

Brainware

A cada dia que passa aumenta a distância entre a potencialidade da tecnologia e a percepção gerencial para usá-la a serviço das organizações. Busca-se mais do que nunca meios rápidos de informatizar a organização para que os usuários se tornem capazes de aproveitar o arsenal de ferramentas computacionais.

Surge o conceito de “Brainware” que significa “usuário final” com os seguintes atributos:
  • treinado para uso mínimo de equipamento;
  • conhecendo um mínimo do software que necessita;
  • consciente das limitações dos sistemas de computação;
  • reconhecendo a necessidade de padrões;
  • capaz de comunicar necessidades; motivado para usar, aprender e inovar.

Isso leva a uma crescente procura por processos educacionais eficazes para que haja uma educação adequada, eficiente e aceitável em termos de tempo e custo. Através dessa educação, deveremos levar o conhecimento de metodologias e técnicas computacionais que aumentem a produtividade de cada indivíduo, e aprimore a eficácia de sua unidade administrativa.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Fazer mais do que "mais rápido"

Nos últimos anos, com o advento do microcomputador, grandes transformações se verificaram no âmbito da informática, que tornaram viáveis econômica e operacionalmente usos considerados anteriromente injustificáveis.

A nova tecnologia fez emergir (a multimídia computacional) formas de combinar textos, imagens, sons, voz, música e movimentos que provocam, nas mentes mais inquietas, perspectivas de utilização do computador inimaginadas ha uns 2 anos atras.

Tudo isso nos levara a formas de conduzir o processo “Processo Ensino - Aprendizagem” nunca pensadas e uma consequente necessidade de redefinir as linhas pedagógicas existentes. Certamente teremos que conhecer com mais profundidade as nossas formas de aprender, para desenvolver novos métodos de aprendizagem que possam melhor aproveitar as tecnologias emergentes.

Dessa forma estaremos usando a tecnologia para amplificar capacidades e não apenas para fazer o que sempre fizemos de forma mais rápida. Isto demanda obviamente um esforço criativo muito maior, pois teremos que imaginar como fazer as coisas de uma forma diferente para aproveitar o máximo a capacidade computacional disponível. Tudo em benefício de uma aprendizagem mais eficiente e eficaz.

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

Especialistas e Generalistas

Como qualquer tecnologia, a da informática, requer especialização para ser melhor aproveitada. Onde há necessidade de especialização, existirá o problema da definição do grau de extensão e do nível de profundidade desejável para cada caso.

O filosofo Ralph Barton Perry costumava dizer que o especialista conhece cada vez mais em relação a cada vez menos, atá chegar a perfeição de entender quase tudo sobre nada; ao passo que o generalista conhece cada vez menos em relação a cada vez mais, até saber praticamente nada sobre tudo. Similarmente nos mundos da educação e da informatica ha diferencas cada vez mais marcantes nas funções do especialista e do generalista tanto nos ambientes empresariais como academicos.

Nos mesmos níveis de organização, um tem que lidar com operações e atividades diferentes, visando a solução dos mesmos problemas. Hoje, nas organizações, cada vez mais informatizadas, tanto especialista quanto generalistas tem funções vitais a desempenhar. Quando estas funções tem que ser integradas para a solução de problemas, surge a necessidade urgente da comunicação.

Pela falta de um conjunto de regras de ataque, um problema poderá ser resolvido pela metade ou complicado sem necessidade compromentendo assim o atingimento dos objetivos.

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

29 dezembro 2005

Trabalhar com amor

"...É construir uma casa com carinho, como se quem você ama fosse viver nela.

...É carregar todas as coisas que você faz com um suspiro de sua própria emoção.

Trabalho é o “amor que se pode ver”

É viver com prazer o enorme tempo que dedicamos às tarefas

Kahlil Gibran

Visitar o BLOG http://coratrab.blogspot.com

O Coração no Trabalho

"O trabalho pode ser uma fonte de crescimento e uma oportunidade para aprendermos mais sobre nós mesmos..."


  • Embora não possamos aumentar a auto-estima de outras pessoas, só a nossa, podemos tomar atitudes no local de trabalho que nutrem e apóiam o desenvolvimento da auto-estima nos outros.

Visitar o BLOG http://coratrab.blogspot.com

Consciência e Vida

"Consciência e Vida são idênticas, dois nomes para uma só coisa, conforme é observada do interior ou do exterior. Não há vida sem consciência, não há consciência sem vida."
Se não sentimos esse impulso interior para "crescer por dentro", para nos tornarmos verdadeiros homens, para despertarmos do estado de inconsciência em que estamos, é inútil empreender qualquer trabalho de autoconhecimento e de auto-realização, porque faltaria a base necessária e o impulso indispensável para um sucesso nessa iniciativa.

O ponto de partida para o desenvolvimento da consciência é o preciso e claro reconhecimento de estar imerso na inconsciência, de não ter ainda consciência.  

22 dezembro 2005

Inovação Sistêmica

“Existe uma fase em que os sistemas se abrem para o novo e o diferente, procurando se reinventar sem compromisso com qualquer padrão estabelecido.”

Aprendizagem Contínua

“Em qualquer fase de todos os ciclos de vida de uma organização, é possível registrar as lições aprendidas pelos diversos agentes do processo de transformação e mudança.”
Sérgio Lins. Aprendizado Organizacional. Notas de aula do curso MBKM RJ11

Maestria pessoal

Apesar de maestria não ser fácil de definir, o conceito representado por esta palavra pode ser percebido imediatamente em qualquer uma de suas possíveis modalidades.

Mesmo apresentando-se de muitas maneiras, a maestria segue princípios comuns à busca pela excelência. Pode-se dizer que não é uma meta ou um fim, mas é altamente gratificante quando encarada como um caminho a seguir.

Muitos acham que para trilhar o caminho até chegar neste ponto é necessário um passaporte que só pode ser adquirido pelas pessoas nascidas com capacidades especiais. Acontece, porém que a maestria não é privilégio de quem tem dotes especiais, nem de quem começou cedo a percorrer a trilha.

Maestria é algo ao alcance de todos que estiverem dispostos a enfrentar os desafios inerentes à conquista e manutenção da excelência em todas as atividades que realiza, marcando assim uma presença dignificante em todos os ambientes que freqüenta, com destaque para o local de trabalho. Dentro deste conceito, pode-se dizer que o exercício da maestria nos levaria a pensar em trabalho como algo nobre, dignificante e realizador com afirma o poeta Kahlil Gibran:
"Trabalho... É construir uma casa com carinho, como se quem você ama fosse viver nela. É carregar todas as coisas que você faz com um suspiro de sua própria emoção. Trabalho é o amor que se pode ver."

03 dezembro 2005

Aprendizagem - a visão de Gagne

Dos trabalhos de Robert Gagne destacamos a hierarquia de tipos de aprendizagem que parte da simples associação de estimulos e vai a complexidade da solução de problemas.

Esta classificação hierarquica nos interessa porque nos orienta como definir de forma mais clara a estratégia de uso da TCI - Tecnologia da Comunicação e Informação para cada nivel desejado. A Hierarquização é feita em 8 niveis denominados assim:

  1. Signos
  2. Estimulo-Resposta
  3. Cadeia
  4. Associações Verbais
  5. Discriminações Multiplas
  6. Conceitos
  7. Principios
  8. Resolução de Problemas

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

Tipo 1 - Aprendizagem de Signos

Este nivel de aprendizagem é atingido quando se consegue fazer a associação de uma ação instintiva ou emocional imediata a uma unidade elementar de informação representada por um signo. Estamo entendendo como signo, qualquer marca, indício ou sinal indicativo de alguma coisa, ação a ser tomada ou fato. Num paralelo com as ideias do Skinner este nivel corresponde ao de aprender a salivar do cachorro de Pavlov.

Existem signos naturais, por exemplo os relacionados com os fenomenos da natureza e
o Signos "artificiais" criados pelo homem. Podemos citar como exemplo os signos utilizados nos sinais de transito, nas marcações de urgente, fragil, perigo, veneno e radiação.

Para exemplificar a aprendizagem de signos citamos:

  1. o motorista aperta institivamente o pe direito sempre que ve um sinal vermelho e
  2. o usuario de “windows” que dá um click no mouse ao ver uma mensagem familiar.

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

Tipo 2 - Aprendizagem "Estímulo - Resposta"

Este tipo de aprendizgem é uma evolução da aprendizgem de signos, onde a resposta não é uma simples ação instintiva. Para atingir este nivel temos que desenvolver no aprendiz a capacidade de responder de forma racional coerente e pensada a estimulos disparados.

Quando um cão aprende a "dar a pata", a resposta aprendida é razoavelmente precisa, implicando em movimentos musculares definidos, bem diferentes das reações generalizadas e emocionais que caracterizam o reflexo condicionado que aparece na aprendizagem de Signos.

Esse tipo de aprendizagem é chamado por Skinner de "Condicionamento Operante". Exemplos do mesmo ocorrem na aquisição da fala pelas criancas e de uma lingua estrangeira por adultos.

Este tambem é o caso do usuário de sistema que aprende a responder "sim" ou "não", seu nome, (uma resposta) apos ter sido feita uma solicitação (um estímulo) apresentada na tela de um terminal. Ou tambem é o caso de um aluno que responde verbalmente sobre aspectos sociais de sua familia.

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

Tipo 3 - Aprendizagem em Cadeia

A complexidade do processo de aprendizagem para atingir este nivel ja é bem maior, pois envolve uma sequencia de ações coordenadas correspondente a uma cadeia harmoniosa de aprendizagem e tipo 2.

Existem casos em que deve ser aprendida em cadeia uma determinada sequencia ou ordem de ações, por exemplo: dar um laco no sapato, manejar um trator, seguir uma receita de cozinha.

Este tipo de aprendizagem é considerado por Skinner apenas uma série de ligações estimulo-resposta (tipo 2). Outros autores, como os configuracionistas (Gestalt) o consideram uma visãode conjunto, ou configuração, em que cada etapa é apenas uma parte do todo, que é aprendido como globalidade.

Este é o caso do usuario de sistema que apos aprender a ligar o seu computador pessoal, aprende a selecionar a aplicação desejada e acomandar calculos e operações elementares sem no entanto ser ainda capaz de analisar os resultados.

Este tambem é o caso de uma pessoa que aprende a consultar um catalogo telefonico ou uma lista alfabetica de localidades, regiões ou assuntos, sem necessariamente ser capaz de tomar decisões relacionadas aos dados coletados.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Tipo 4 - Aprendizagem de Associações Verbais

Consiste em um tipo de aprendizagem em cadeia (tipo 3), mas como implica em uma operação de processos simbolicos bastante complexos, é considerado um tipo a parte.

Suponhamos, por exemplo, que desejamos aprender a tradução da palavra "fosforo" em frances, que é "alumette". A mente humana poderia estabelecer uma associação estrutural-semantica entre as duas palavras de modo tal que a silaba "lum" ajude a estabelecer uma ligação (com luz) que facilite a retenção e a aprendizagem. Exemplos:
  • Alguns alunos aprendem certas regras de Trigonometria fazendo rimas com versos conhecidos: seno(a+b) pode ser aprendido por associação com "Minha terra tem palmeiras onde canta o Sabia, seno a coseno b seno b coseno a".
  • Este tambem é o caso da aprendizagem de formulas da quimica organica; memorização de fatos historicos associando nomes aos locais; identificação de pontos geograficos relacionando com a distancia ao local onde mora e de vocabulario de uma lingua estrangeira procurando palavras com sons parecidos.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Tipo 5 - Aprendizagem de Discriminações Multiplas

Existe uma epoca em que as criancas se dedicam a distinguir marcas e modelos de automoveis e a reconhece-los na rua.

É evidente que o processo implica na associação de varios elementos, mas tambem implica em separar e discriminar, ja que um Ford Galaxie nãotem os mesmos atributos que um Dodge Charger.

Quando um professor aprende a chamar cada aluno por seu nome, o processo de aprendizagem seguido por ele é tambem um processo de discriminação.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Tipo 6 - Aprendizagem de Conceitos

Aprender um conceito significa aprender a responder a estimulos em termos de propriedades abstratas (cor, forma, posição, numero), como opostas a propriedades fisicas concretas (comprimento de onda ou intensidades especificas).

Imaginemos, por exemplo, como aprende uma crianca o conceito de "em meio de" ou como chega a construir em sua mente o conceito de "relatividade".

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Tipo 7 - Aprendizagem de Princípios

Um principio é uma relação entre dois ou mais conceitos. Por exemplo: "Os gases se espalham quando aquecidos".

Praticamente tudo o que podemos afirmar de modo geral sobre a realidade fisica ou social são principios. A é causado por B. A está associado com B. A é parte de B. A é igual a B.

Existe uma diferenca marcante entre aprender realmente um principio, e aprender uma cadeia verbal de conceitos sem entender o principio envolvido.

Assim, por exemplo, um aluno pode aprender mecanicamente a frase: "Entre a motivação e a performance existe as vezes uma relação curvilinea" sem compreender realmente qual o principio envolvido e que as vezes um excesso de motivação pode prejudicar a performance.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Tipo 8 - Aprendizagem de Resolução de Problemas

A solução de um problema consiste em elaborar um novo principio combinando principios ja aprendidos.

A dificuldade esta na capacidade de identificar os tracos essenciais da resposta (ou novo principio) que dara a solução, antes de chegar a mesma.

No processo de resolver problemas, o aluno não somente aprende novos principios que os resolvem, mas tambem uma série de estratégias mentais mais eficientes para combinar principios ja conhecidos.

Em outras palavras: aprende a pensar.
Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Principios do Ausubel

Ja se sabe, em nossa epoca, que a aprendizagem é algo intrinseco, que se passa no interior do individuo, levando em conta suas capacidades, suas aptidões, seu desenvolvimento neuropsiquico e, ainda, seus interesses e suas necessidades. Por isto mesmo, de nada serve ao professor desenvolver aulas interessantes e bem planejadas se elas não atenderem ao "estado" do aluno.

Não havendo aprendizagem, não houve ensino, por maiores e melhores que sejam os esforcos do professor. É, portanto, fundamental que o processo educativo busque o aluno como centro de suas atividades, tendo em vista o desenvolvimento de sua personalidade de maneira integral.

As condições interiores do aluno necessarias a efetivação de uma aprendizagem, chama-se prontidão. Toda aprendizagem enriquece não apenas a area intelectual, mas as diferentes areas da personalidade humana. Uma nova aprendizagem dependera sempre de outras, anteriores, que constituem sua base. Assim sendo, ha todo um movimento de continuidade e encadeamento, fazendo com que a aprendizagem se realize em etapas. Concluimos então que a aprendizagem constitui um processo:

  • Global, porque desenvolve as varias areas da personalidade do individuo,
  • Cumulativo, porque se desenvolve em etapas encadeadas e continuas.

A medida que o individuo efetiva uma nova aprendizagem, aumenta sua "bagagem", modifica sua maneira de perceber, adquire outro comportamento. É esta mudanca de comportamento que comprova a realização de uma aprendizagem. Naturalmente, tal modificação se faz atraves da participação e da atuação do individuo. É ele quem chega a aprendizagem, por sua experiência direta, fazendo com que, realmente, qualquer aprendizagem seja uma auto-aprendizagem.

Sendo cada individuo um ser unico, com caracteristicas proprias - necessidades, interesses, capacidades, tendencias - o tempo para realizar uma aprendizagem vai variar de pessoas para pessoas, de acordo com o ritmo de cada um. Em consequencia, importa considerar que as oportunidades de aprendizagem oferecidas pelo professor devem atender as diferenças individuais.

Notas de aula do professor Sérgio Lins - Março de 1987

Sistemas de treinamento interativo

Na condução do ato pedagogico, seja uma aula ou uma palestra, mesmo que o professor indevidadmente relegue a segundo plano os principios pedagogicos basicos, os alunos não vão abandonar a sala nem deixar de cumprir as obrigações curriculares.

O mesmo nãoacontece com os sistemas interativos de ensino, pois com certeza, se não forem suficientemente interessantes os alunos irão se desinteressar e partir para leitura de apostilas, notas de aula e livro texto da forma tradicional.

O bom uso do computador no processo “Processo Ensino - Aprendizagem” demanda cuidados pedagogicos especiais nas fases de projeto, desenvolvimetno e aplicação de cada sistema ao ato pedagogico que devera ser muito bem dividido em módulos da forma mais dinamica possivel.

Para que se consiga isto, devemos escolher a forma mais adequada de conduzir a sessãoque dependera do tipo de assunto e do nivel de aprendizagem que se deseja atingir.
Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987

Importância da Psicopedagogia

Para o processo "ensino-aprendizagem" torna-se imporante considerar algumas teorias psicopedagógicas cujo entendimento podera levar a geração de novas ideias sobre cursos e cuja aplicação conduzira os alunos a um maior interesse sobre o assunto e uma maior aceitação da forma interativa que o mesmo esta sendo conduzido. Deve-se considerar:

  • As teorias de Gagne para que possamos especificar o nivel de aprendizagem desejado em cada caso.
  • As teorias de Ausubel para formar o embasamento da aprendizagem significativa e para que possamos avaliar os aspectos sociais da aprendizagem.
  • Os principios de Skinner para um melhor entendimento da instrução programada linear e o aperfeiçoamento da mesma com as ideias de ramificação de Crowder.
  • O metodo da descoberta à luz das ideias de Bruner para que possamos explorar as vantagens dos cursos avancados onde os alunos interagem com o sistema para despertar a curiosidade, aceitar o desafio de aprender cada topico de um determinado assunto.
  • Não poderemos deixar de falar de Piaget, pois sem ele, dificilmente existiriam muitas dessas ideias e teorias mencionadas.
  • As ideias de Rogers serão abordadas devido a sua importancia na aplicação da tecnica de compreensão de linguagem natural aos dialogos de orientação não diretiva aplicados a aprendizagem.

Notas de aula do professor Sérgio Lins Março de 1987